A pergunta certa não é quanto custa a consultoria. É quanto custa manter a conta operando do jeito que está agora.
Quem procura resposta para "quanto custa consultoria de tráfego pago" encontra faixas soltas: de R$ 500 a R$ 20 mil por mês, sem nenhuma âncora em resultado. Um fee de R$ 3 mil pode ser caro para uma conta de R$ 15 mil de investimento e barato para uma conta de R$ 300 mil. O número sozinho não diz nada. E a pergunta que todo cliente faz na primeira conversa, mesmo sem verbalizar assim, é: esse valor vai se pagar em quanto tempo?
Este artigo trata dos modelos de cobrança que existem no mercado, de como calcular se um fee se paga e de quando contratar uma consultoria simplesmente não faz sentido ainda.
Os modelos de cobrança que existem no mercado
Existem quatro estruturas dominantes. Cada uma resolve um problema e cria outro.
| Modelo | Como funciona | Vantagem | Risco honesto |
|---|---|---|---|
| Fee fixo mensal | Valor fixo, independente do investimento em mídia | Previsibilidade de custo para as duas partes | Não cria incentivo para a consultoria buscar mais eficiência além do combinado |
| Percentual do investimento | Uma fatia do budget mensal vira o fee | Escala junto com a conta, fácil de calcular | Cria incentivo perverso: quanto mais a conta gasta, mais a consultoria ganha, mesmo sem melhorar resultado |
| Variável por resultado | Remuneração atrelada a uma métrica combinada (CAC, ROAS, receita) | Alinha interesse: só ganha mais quem entrega mais | Difícil de definir a métrica certa e a linha de base justa; vira discussão em vez de trabalho |
| Híbrido | Fee fixo menor + variável sobre performance | Reduz risco das duas pontas | Exige contrato bem desenhado, senão vira o pior dos dois mundos |
Nenhum dos quatro é errado por natureza. O problema aparece quando o modelo é escolhido sem pensar no incentivo que ele cria. Percentual do investimento, por exemplo, é comum em agências que gerenciam contas grandes, mas premia gasto, não performance. Se a conta de R$ 100 mil vira R$ 150 mil sem melhorar CAC, quem cobra por percentual ganhou mais e entregou o mesmo.
Isso não significa que percentual seja sempre ruim, nem que variável seja sempre bom. Significa que o modelo precisa ser lido junto com o que ele incentiva antes de assinar qualquer contrato.
A conta do "se paga"
Aqui vai um exemplo ilustrativo para deixar o raciocínio concreto: uma conta de R$ 50 mil por mês em mídia paga, com 20% de desperdício em canais mal configurados, alocação errada ou público mal segmentado, joga fora R$ 10 mil por mês. Todo mês. Sem ninguém perceber, porque o painel de resultados continua mostrando vendas acontecendo.
Um fee menor que esse desperdício se paga no primeiro mês, antes mesmo de qualquer ganho incremental de performance. A lógica é simples: se a consultoria custa R$ 6 mil e corrige metade do desperdício, a conta já economiza R$ 5 mil no primeiro mês. O fee não é custo adicional, é substituição de um vazamento que já existia.
Isso é o que uma auditoria bem feita revela antes de qualquer proposta. Em uma auditoria de uma conta de R$ 800 mil, encontramos, em 90 dias de análise, 60% do orçamento alocado em canais até 4 vezes mais caros que a alternativa disponível para o mesmo público. Não era falta de budget. Era alocação errada dentro do budget que já existia.
O erro mais comum de quem avalia "quanto custa a consultoria" é comparar o fee com zero, como se não ter consultoria custasse nada. Não custa nada só se a conta já estiver rodando no ponto ótimo. Na prática, isso é raro. A comparação correta é entre o fee e o desperdício que ele elimina, não entre o fee e o silêncio.
Vale o mesmo raciocínio para o lado do rastreamento: sem rastreamento de conversões correto, nem a consultoria nem o cliente sabem se o desperdício é 5% ou 30%. A conta do "se paga" depende de dado limpo antes de depender de estratégia.
O modelo da Nexus
Não cobramos percentual do investimento. O modelo é contrato sem multa de fidelidade mais uma parte variável sobre o que exceder a média dos últimos três meses da própria conta.
Na prática: se a conta gerou em média R$ 200 mil de receita atribuída nos últimos três meses, a parte variável só nasce acima disso. Não existe cobrança sobre o que a conta já entregava antes de contratar. Isso resolve o incentivo perverso do percentual sobre investimento: crescer o budget sem crescer resultado não move o ponteiro do variável.
Contrato sem multa existe porque o inverso, prender o cliente por medo de quebra de contrato, é sinal de que a consultoria não confia no próprio resultado. Se o trabalho é bom, o cliente fica porque quer, não porque é caro sair.
Antes de qualquer proposta, existe uma auditoria gratuita de 30 minutos, com documento entregue em até 48 horas. É o mesmo processo do diagnóstico de mídia paga, que costuma levar cerca de 8 horas de análise técnica antes de qualquer conversa comercial séria. A lógica é a mesma da seção anterior: mostrar o desperdício real antes de discutir preço.
Casos como o da Conta Simples, que foi de R$ 500 mil para R$ 2 milhões de investimento mensal em 10 meses, ou o caso Jota, que caiu de CAC acima de R$ 30 para R$ 8, só justificam variável porque o crescimento veio depois da entrada, não porque a conta já vinha crescendo sozinha. E o caso oposto também existe: uma universidade cliente reduziu de R$ 110 mil para R$ 30 mil de investimento mensal mantendo o volume de matrículas, porque o problema nunca foi falta de budget. Nesse caso o "se paga" nem é sobre crescer receita, é sobre parar de queimar dinheiro que não precisava ser gasto.
Sinais de preço errado nos dois extremos
Preço errado não é só caro demais. É os dois lados.
Barato demais costuma significar júnior operando em escala. Um fee muito abaixo do que a complexidade da conta exige normalmente esconde uma pessoa só, sem processo de auditoria, tocando várias contas ao mesmo tempo. A conta de R$ 200 mil por mês precisa de tempo de análise que um fee de R$ 1.500 simplesmente não paga. Quando o preço não sustenta o tempo de trabalho necessário, alguma coisa é cortada, e geralmente é a análise, não a execução visível.
Caro sem responsabilidade por resultado é o outro extremo: fee alto, contrato de fidelidade longo, sem nenhuma cláusula que amarre o pagamento a algum tipo de entrega. Se o preço não muda independente do resultado, o incentivo para melhorar performance também não muda. Vale perguntar direto: o que acontece com o fee se o resultado não melhorar em 90 dias? Se a resposta é "nada", o preço está desalinhado do risco que o cliente está assumindo sozinho.
Quando não contratar
Existem situações em que contratar uma consultoria de tráfego pago é gasto antecipado, não investimento.
- Conta pequena demais. Investimento mensal muito baixo não sustenta o trabalho de auditoria, teste e otimização que justifica um fee de consultoria. Nesses casos, o teto de investimento por margem da própria operação ainda não chegou no ponto que compensa terceirizar a gestão.
- Sem CRM estruturado. Sem histórico de quem virou cliente de verdade, qualquer otimização de campanha está otimizando para o sinal errado. O CRM é a fonte que devolve para o algoritmo quem realmente pagou, não quem clicou.
- Sem margem mapeada. Se ninguém sabe qual é a margem por produto ou serviço, não tem como definir CAC-alvo, e sem CAC-alvo não tem como saber se o resultado da consultoria é bom ou ruim. A conversa vira opinião contra opinião.
Nesses três cenários, o dinheiro do fee rende mais resolvendo esse gargalo interno primeiro. Para times que já passaram desse ponto, vale entender também a diferença entre consultoria, agência e time interno e o que muda de fato quando se contrata uma consultoria de mídia paga em vez de qualquer uma dessas opções, incluindo o que costuma ser cobrado no mercado. E antes de qualquer decisão de contratação, uma auditoria de mídia paga mostra, com número real da própria conta, se o desperdício existe e quanto vale.
Se quiser ver esse número aplicado à sua conta, o Diagnóstico de Mídia Paga é gratuito, leva 30 minutos e sai com documento em até 48 horas, sem compromisso de contratação depois.