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Consultoria, agência ou time interno: quem deve gerenciar sua mídia paga acima de R$ 30 mil por mês

A pergunta certa não é agência, consultoria ou time interno: é quem vai pegar na sua conta todo dia e qual incentivo essa pessoa tem para acertar o resultado que você paga para ver.

Procure qualquer variação de "contratar agência de mídia paga" e a página de resultados devolve o mesmo texto reciclado: motivos genéricos para fechar com uma agência, escrito por quem vende agência. Nenhum desses textos compara as três vias de verdade, porque quem escreve normalmente só oferece uma delas. Este texto compara. E diz, sem rodeio, para quem cada uma serve, e para quem não serve.

As três vias e o que cada uma é de verdade

Agência: execução em escala

Uma agência existe para operar muitas contas ao mesmo tempo. É assim que o modelo fecha a conta: mais contas por gestor, mais margem, preço mensal menor por cliente. Quem mexe na sua campanha no dia a dia costuma ser um gestor júnior, com uma carteira de quinze, vinte contas, e a estratégia é assinada por alguém sênior que raramente entra no gerenciador de anúncios. Isso não é defeito de agência, é o modelo funcionando como foi desenhado. Faz muito sentido quando o gargalo é volume de execução: dezenas de criativos testados por semana, múltiplos formatos, múltiplos canais rodando em paralelo. Não faz sentido quando o gargalo é decisão estratégica, porque decisão estratégica não escala do mesmo jeito que execução.

Time interno: dedicação total, com todo o custo que isso implica

Contratar um gestor de tráfego para dentro de casa dá dedicação exclusiva à sua conta e ao seu negócio. Ninguém mais divide a atenção dessa pessoa com outros quinze clientes. O custo real, porém, vai muito além do salário: encargos, ferramentas de tracking e relatório, tempo de atualização constante (as plataformas mudam a cada poucos meses) e um período de três a seis meses até essa pessoa realmente entender a conta e o negócio a fundo. Some a isso o risco de turnover: quando o profissional sai, sai também todo o conhecimento acumulado sobre o que já foi testado e o que não funcionou. Time interno faz sentido quando há volume e complexidade suficientes para ocupar uma pessoa em tempo integral, e quando a empresa tem estrutura para treinar e reter esse profissional.

Consultoria de mídia paga: sênior na conta, sem o overhead de execução

Uma consultoria de mídia paga coloca alguém sênior direto na conta, sem intermediário júnior no meio. O modelo não depende de volume de contas para fechar margem, depende de método replicável: auditoria, hipótese testada, revisão de métrica, ajuste de direção. Foi assim que a Jota saiu de um CAC acima de R$ 30 para R$ 8: não foi um júnior testando criativo às cegas, foi alguém que já tinha visto o mesmo padrão de erro se repetir em outras contas antes de chegar naquela. O incentivo de uma consultoria de mídia paga é diferente do de uma agência: ela vive de resultado e de renovação de contrato, não de vender hora de execução. O ponto fraco é o oposto do time interno: normalmente não substitui quem executa o dia a dia, e funciona melhor quando existe um operador interno ou um parceiro de execução ao lado.

A tabela que ninguém mostra

Sem inventar faixa de preço: o detalhamento de quanto custa uma consultoria de tráfego pago e em quanto tempo o fee se paga está em outro texto. Aqui, a comparação qualitativa:

Critério Agência Time interno Consultoria de mídia paga
Custo típico Baixo por conta, diluído em volume Alto: salário, encargos, ferramentas, ramp-up Médio, concentrado em direção estratégica
Quem opera de fato Gestor júnior, sênior assina por cima Um profissional dedicado só à sua conta Sênior direto na conta
Incentivo principal Reter o contrato, entregar volume de tarefa Manter o emprego, aprender fazendo Resultado e renovação, não hora de execução
Quando faz sentido Volume alto de criativo, operação padronizada Canal dominante, operação madura, orçamento para tempo integral Conta complexa, decisão estratégica sem montar estrutura

Os cenários reais

Abaixo de R$ 30 mil por mês

Nesse patamar, o custo mínimo de agência ou de consultoria de mídia paga costuma pesar demais proporcionalmente. Um profissional interno em regime parcial, ou um freelancer sênior, resolve a maior parte dos casos. O foco deveria estar em tracking básico funcionando e em testar poucos canais bem, não em contratar estrutura.

De R$ 30 mil a R$ 100 mil por mês

Aqui a decisão começa a valer a pena de verdade. Se o gargalo é produção: falta de criativo, falta de teste, falta de gente para executar, uma agência com estrutura de produção resolve. Se o gargalo é direção: orçamento mal alocado entre canais, funil que não converte, oferta que não bate com o público, é decisão estratégica, e decisão estratégica é o que uma consultoria de mídia paga entrega. Time interno já é viável nessa faixa, mas exige que a empresa tenha maturidade para treinar e reter.

Acima de R$ 100 mil por mês

Nesse volume, cada ponto percentual de eficiência move dezenas de milhares de reais por mês, e o erro mais caro é operação júnior tomando decisão estratégica sem supervisão sênior de verdade. Uma auditoria numa conta de R$ 800 mil por mês encontrou, em 90 dias, 60% do orçamento alocado em canais até quatro vezes mais caros do que a alternativa disponível. Esse tipo de erro não aparece num relatório de otimização de anúncio: aparece numa revisão estratégica de alocação, feita por quem já viu o padrão se repetir em outras contas. O mesmo tipo de revisão levou uma universidade de R$ 110 mil para R$ 30 mil de investimento mensal, mantendo o volume de matrícula, porque parte do orçamento sustentava canal e formato que gerava custo, não resultado. Nessa faixa, o objetivo nunca é só gastar mais: é escalar mídia paga com lucro, inclusive em operações de estratégia de mídia paga B2B, onde o ciclo de decisão é mais longo e o erro de direção custa mais caro.

O híbrido: time interno mais consultoria

Boa parte das empresas que crescem bem acima de R$ 100 mil por mês não escolhe uma via só. Mantém um operador interno rodando o dia a dia, com uma consultoria de mídia paga revisando direção, auditando decisão e trazendo método de fora. Foi esse desenho, operador interno com direção estratégica externa, que levou a Conta Simples de R$ 500 mil para R$ 2 milhões investidos por mês em dez meses. Esse arranjo evita dois erros comuns: pagar por um sênior full-time que passa metade do tempo em tarefa operacional, ou deixar toda decisão estratégica na mão de quem ainda está aprendendo o cargo.

As perguntas que desmascaram qualquer proposta

Antes de assinar qualquer contrato, faça estas quatro perguntas e ouça a resposta com atenção:

  1. Quem vai operar minha conta no dia a dia, com nome e sobrenome? Se a resposta é vaga, "nosso time cuida disso", desconfie.
  2. Com que senioridade essa pessoa atua, e quantas contas ela toca ao mesmo tempo? Uma pessoa com vinte contas na carteira não vai pensar profundamente na sua.
  3. Qual o incentivo dessa pessoa e dessa empresa: o meu resultado, ou a minha permanência pagando por hora de execução? Os dois incentivos existem, e raramente coincidem.
  4. Existe auditoria antes da proposta, ou o preço já vem fechado antes de alguém olhar minha conta? Peça para ver o que uma auditoria séria analisa antes de aceitar qualquer proposta fechada sem diagnóstico. Um processo sério costuma se parecer com o passo a passo de um diagnóstico técnico de cerca de 8 horas, feito antes de qualquer número entrar em contrato.

Quando agência ou time interno são a escolha certa

Reconhecer isso importa mais do que vender: se o negócio precisa de volume alto de criativo, e-commerce testando dezenas de anúncios por semana em vários formatos, uma agência com estrutura de produção ganha da consultoria de mídia paga nesse quesito específico. Se a operação já é madura, com um canal dominante e processo consolidado, manter um profissional interno dedicado costuma custar menos no longo prazo do que terceirizar direção estratégica que a própria empresa já sabe fazer.

A Nexus Growth é consultoria de mídia paga. Não vende execução em escala nem opera como time interno terceirizado. O trabalho é direção estratégica sênior aplicada direto na conta, para operações acima de R$ 30 mil por mês que já têm, ou vão montar, um operador interno. Já mapeamos em detalhe quando faz sentido contratar uma consultoria de mídia paga e o que ela deveria cobrar por isso. Se o seu caso é volume alto de criativo ou uma operação pequena e simples, agência ou um profissional interno dedicado provavelmente serve melhor.

Se você ainda não sabe qual das três vias serve para o seu caso, o primeiro passo não é contratar nada. É olhar, com dados da própria conta, onde está o gargalo. O Diagnóstico de Mídia Paga é uma conversa de 30 minutos, sem custo, que termina com um documento entregue em 48 horas: o que está funcionando, o que não está, e o que fazer a seguir. Agende em nexusgrowth.com.br.